Pastor Rogério Barros - Reflexões de Vida




Escrito por Pr. Rogério Barros às 17h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Sessão secreta, morte pública!

A Lei do voto secreto foi uma idéia de Getúlio Vargas. Na altura ele pensava em proteger os eleitores e até o parlamento da tirania dos coronéis. Os coronéis se foram e o voto secreto permanece. Ele deixou de proteger os simples diante da tirania dos poderosos e agora protege os poderosos, nas suas tiranias, que tiraram a roupagem da brutalidade, da tocaia e da carabina e se contextualizaram na figura do espólio, da propina e de toda sorte de corrupção que se quer podemos imaginar. O voto secreto favorece apenas os poderosos, para que fique em secreto também a conivência, daqueles que roubam e que deixam roubar. O voto secreto protege o roubo, a mentira e as negociações para que não se faça justiça. Assim como o roubo deve ser em secreto, às escuras, de modo escondido, sem que o dono saiba que está sendo lesado, o povo dono do mandato desses políticos foi roubado na sua dignidade de modo oculto. Para piorar o crime constitucional do voto secreto, com ele veio a sessão secreta, quase uma Ku Klux Klan, na verdade esta ai o princípio da proteção aos poderosos novamente sendo garantido. Ali, trancados, protegidos e vigiados, sem filmagem, sem som e sem transmissão estavam os poderosos, protegidos no sigilo, para que se protegesse o “direito” ao roubo, ao espólio e a corrupção. A sessão foi secreta, o voto foi secreto e ficou garantido a proteção aos poderosos promovida por seus pares. Na realidade a sessão foi secreta e o voto também, mas a mensagem que ficou foi pública e ecoou nos quatro cantos do país, tal mensagem é que a impunidade é certa, roubar vale à pena, honestidade é coisa do passado, preso só ladrão de galinha, punição só para pobre mesmo. Depois dessa sessão ficou difícil para os pais ensinarem seus filhos que não se deve roubar. A sessão foi secreta, os discursos também, mas a morte da honestidade, a morte dos princípios éticos e morais foi pública e percorre toda nação. A sessão foi secreta, mas a mensagem que dela ficou é terrível, é desmoralizante e corrobora com clareza as palavras de Rui Barbosa: “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se das virtudes, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

 

Pr. Rogério Barros

 

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 17h05
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O que Montesquieu não sabia!

Ninguém descobriu um esquema que satisfaça os anseios republicanos do estado democrático de direito, que concorra com a divisão de poderes, pensado pelo filosofo francês Montesquieu. Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes e harmônicos, o fortalecimento dos contras-poderes e o atrelamento entre os mesmos, garantiriam as vistas do filosofo a sustentação do estado democrático de direito. O que Montesquieu não sabia era que esse princípio seria adotado em nações como a Venezuela de Hugo Chaves, o Equador de Rafael Corrêa e o Brasil de Lula. Vê o que se passa nestas nações é atestar que o ideário do filosofo se desfez em fisiologismos, demagogias, tiranias maquiadas e vendas de sentenças. O que Montesquieu não sabia era que o executivo de Lula e Chaves desejariam estabelecer o princípio da reeleição por quantas vezes fosse possível, acabando com a alternância do poder. O que ele não sabia era que o legislativo seria subjugado pelo mensalão, pelos DAS´s, pelo aparelhamento do poder público através do loteamento de ministérios, secretarias e cargos comissionados. O que Montesquieu não sabia era que o judiciário não seria capaz de condenar e prender políticos com crimes atestados e que levaram perda de seus mandatos como a história mesmo testemunha. O que ele não sabia era que o executivo subjugaria o legislativo através de medidas provisórias sem nenhum critério, usurpando o papel legislativo, nem que o Poder Legislativo tomaria para sim funções judiciárias através das CPIs e muito menos que as súmulas vinculativas e as jurisprudências seriam nada mais que o judiciário legislando. Os poderes estão em crise, estão confusos. A divisão dos poderes é um fracasso necessário e insubstituível, e para mim é a prova cabal de que não há sistema humano que promova de fato a justiça e o direito.

 

Pr. Rogério Barros

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 21h19
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Desafiando Gigantes

Desafiando Gigantes é de longe o filme que mais me fez chorar, lágrimas que eu enxugava depois de uma cena e elas voltavam a cair na cena seguinte. O filme é como a vida, simples e possível. Ocupa agora o topo da lista dos filmes que mais me edificaram, talvez porque me vi um pouco nele. Vi as vezes que fui desacreditado, vi as vezes que alguém disse que eu era dispensável, que eu não ia dar pra nada na vida, vi muitos olhares que me faziam sentir o desprezo e o desdém. Vi as vezes que Deus fez de minha fraqueza força, vi as muitas vezes que Deus me provou que não há lugar que ele não possa me levar, que não há sonho que ele não possa realizar. Esse filme é um presente de Deus para você que vem sendo desacreditado em casa, que vem provando derrotas na vida profissional, que desconhece o sabor da vitória. O filme é possível, digo isso por que Deus pode fazer com você exatamente aquilo que Ele tem feito na minha vida. Nos últimos dois anos tenho visto alguns gigantes caírem diante de mim. E creio que alguns ainda maiores hão de cair. Basta você confiar nEle, basta você dizer “Ele é minha força, meu escudo, minha cidade forte...”. Ninguém desacredite você, ninguém te despreze, ninguém te tenha por incapaz, ninguém tente tirar você de campo, ninguém mate o seu sonho, ninguém te reprove, ninguém faça de você um fraco, TENHA DEUS COM VOCÊ, Ele é o seu treinador, ele vai tirar de você o máximo de seu potencial e quando você não tiver mais forças Ele te fortalecerá e você subirá com asas como águia. Contabilize as derrotas do passado, elas serão esquecidas diante das vitórias que você há de ter com Deus ao seu lado. Não há nada que Deus não possa fazer, não há quadro que ele não possa mudar, não há batalha que ele não possa vencer. Ele ta agindo, ninguém pode impedir... Se Ele determinar, os gigantes cairão diante de você, você será uma muralha intransponível.

 

Deus está comigo!!!



Escrito por Pr. Rogério Barros às 15h53
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 E os 12? Onde estão....?

O desmoronar do sistema que teve a pretensão de reescrever a história da Igreja no Brasil, traz consigo algumas coisas que não podem deixar de ecoar por onde for possível. Via-se uma incoerência profunda naquela suposto salvador-da-pátria, doze que davam satisfação de suas vidas para um líder, mas não havia a encarnação de Jesus para encerrar aquela pirâmide. Emana daí o fato de um ter se intitulado apostolo, depois paipostolo e se esse sistema num tive ruído, quem sabe deuspóstolo. E se o modelo é conforme a história e vida de Jesus, então entre os doze deve estar o traidor. Além disso, aquela suposta grande descoberta, dois mil e poucos anos depois ascensão de Cristo, portanto dois milênios de equivoco da igreja, era na realidade brasileira, que sofre de crises institucionais, que atingiram sobretudo as igrejas, um aplacar de uma crise de consciência daqueles que saíram de suas igrejas para fundar seus próprios ministérios. Detalhe este fundamental em todo esse processo, visto que quem se sentia sozinho, achou um porto seguro na figura do chefe-de-doze, e um incentivo em ter abaixo de si outros doze. A lua-de-mel, a vislumbração, e o encanto só foram enquanto não havia ingerência em questões administrativas, ou no direcionamento das placas, quando a coisa tentou passar para esse campo, o paipostolo brasileiro, disse que o colombiano saiu da visão, fazendo exatamente tudo o que ele pregava enfaticamente contra. Aquele espírito de insubmissão, de desobediência, de falta de um coração ensinável, e tantos outros adjetivos lhe dominou o coração. Isso obviamente ecoou Brasil à fora, e assim começou uma onde de liberações. Fulano que “libera”, os doze que estão abaixo de si, como se ele pudesse de fato reter alguém. Além de igrejas que foram tiradas do sistema, porque alguns membros importantes, economicamente comprometidos, não conseguiam multiplicar. Em fim, mais uma prova de que não adianta tentar descobrir a pólvora, a igreja não precisa de nenhum sistema mirabolante para crescer ou ser a igreja de Cristo. O que ela precisa Cristo já deu sua palavra de que as portas do inferno jamais vão prevalecer contra ela. E, portanto não há método melhor que o sangue de Jesus, a pregação pura e simples do evangelho e o viver autêntico de crentes que nada querem além da simplicidade do evangelho.

Até o próximo,

Pr. Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 10h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Quanto vale seu voto?

 

 

O Sufrágio Universal, conhecido popularmente como VOTO, quando passou a existir, com as revoluções sociais, foi durante muito tempo uma exclusividade de minorias ricas e da aristocracia. A população foi conquistando, na base de muita luta e sofrimento o direito de decidir quem governaria sobre ela. No Brasil ficou abolido durante um longo período de tempo, desde 1964 com o golpe militar e uma longa ditadura, até as primeiras eleições diretas em 1989, foram décadas de perseguição, de sofrimento, passeatas, perdas, seqüestros e mortes, até que nós hoje tivéssemos esse direito garantido. Mas o que se faz hoje com o voto? Uns vendem por cimento, telhas, cestas básicas, gasolina, outros por cinqüenta reais semanais, outros por uma proposta de que haverá uma promoção, um emprego feito por conchavo do eleito. Mas e o que fazer com a memória dos que morreram para que nós tivéssemos esse direito? Se considerarmos o passado, diremos: “Tem coisas que os políticos até podem fazer por você, mas votar, não tem preço!”. Por isso, não venda o que não tem valor monetário, não negocie esse direito sagrado. Tente conseguir favores de outra forma, menos colocando seu voto como meio de negociação. Não pratique essa “prostituição cívica” que é vender o seu voto, a quem tenta construir na base da compra sua honra, sua integridade moral, seu caráter. Voto é como “um amor”, precisa ser conquistado, e não se permite comprar.  Lembre-se sempre que os heróis que morreram para que você pudesse decidir quem governa, quem legisla, tem a nossa admiração e respeito e nós não podemos vender essa herança, que é nossa pérola, aos porcos.

 

Rogério Barros

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 19h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Sudeste, PETROPOLIS, CENTRO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Política, Livros
MSN - portoroger@hotmail.com



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Caio Fabio
 Pr Rogério Garbin "O Tremendo"