Pastor Rogério Barros - Reflexões de Vida


Crise na Ásia

Deixo aqui a minha preocupação com os recentes testes núcleares e lançamentos de foguetes por parte da Corea do Norte. É ameçadora a indiferença do regime Nortecoreano, a todas as sanções do Conselho de Segurança da ONU. Uma iminente guerra naquela região é provável. Resta-nos pedir a Deus, que tenha misericórdia do povo que vive sob o regime comunista daquele país.

Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 23h05
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Igualdade Desigual

Na ultima 13 de Maio, comemorou-se o dia da Abolição da Escravatura. Hoje decidi escrever sobre a política de igualdade racial que vem sendo discutida no congresso nacional. O tal estatuto da Igualdade Racial, uma lei que se propõe a corrigir a atrocidade da escravidão no Brasil, torna obrigatória a identificação dos estudantes de acordo com a raça no censo escolar. Pacientes atendidos pelo sistema único de saúde também terão de se auto-definir de acordo com a cor da pele. O estatuto prevê ainda a criação de cotas para negros nas universidades, no serviço público, em empresas privadas e nos partidos políticos. A contradição já vem no nome, Igualdade Racial que separa, que dividi e com isso promove a desigualdade. Hoje assisti em um telejornal, a formatura de uma turma de Administradores na Faculdade Zumbi dos Palmares em São Paulo. Todos os negros, recém formados, já estavam empregados em bancos e empresas do mercado financeiro em cargos de chefia e gerência. Eu tenho certeza que muitos índios, pardos, amarelos e até brancos que assistiram o telejornal, desejaram “hoje”, serem negros. Um erro histórico, não pode ser corrigido com outro erro histórico. A injustiça do passado não pode se repetir novamente. O nosso país, não é de negros e brancos, é de uma mistura tão grande que é difícil separar esse povo pela cor da pele, pelas origens genéticas. Minha mãe é descendente de portugueses e meu pai caboclo amazonense, meio índio, meio negro, meio oriental. O que eu sou? Branco? Mulato? Negro? Índio? Pelo jeito tem muito gente que vai ficar perdido nessa de definir qual a sua raça. Na era de Barack Obama, é covardia deixar os branquinhos, amarelinhos e indizinhos sem um estatuto também. Acho que até que em São Paulo deveria ter o estatuto do Baiano e aqui no Rio de Janeiro o Estatuto do Paraíba. Criar uma cota para os baianos e paraíbas não irem direto para a construção civil ou para os sub-empregos nesses grande centros. Por outro lado, eu não gostaria de chegar em qualquer lugar, empresa e serviço público e reivindicar meu “direito de negro”, ou meu “direito-de-ser-diferenciado-pela-cor”. Eu me sentiria mal, em passar a frente de outros, não por minha capacidade, mas pela cor da minha pele. Eu não gostaria de ser discriminado dessa forma. Hoje deveríamos caminhar não para a institucionalização da discriminação. O caminho da civilidade é não discriminar nem para prejudicar, nem para beneficiar, quem quer que seja. Os rumos de uma sociedade justa e igualitária passa pela superação dessas questões de cor e origens, de regionalismos e bairrismos. Martin Luther King tinha o sonho da igualdade, não das cotas para os negros, não da discriminação para beneficiar uma raça historicamente perseguida, mas da igualdade, da medida pelo caráter, pela capacidade e pelo simples fato de sermos filhos livres de um mesmo Pai, que não faz acepção de pessoas, mas nos torna, todos, apenas humanos. Negros, pardos, brancos, amarelos, índios, que sejamos apenas, iguais.

 

Rogério Barros

Pastor



Escrito por Pr. Rogério Barros às 21h50
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A Semente do Sofrimento

O sofrimento humano é uma pedra de tropeço na relação entre Deus e Homem no curso da história. Muitos não entendem porque o Deus-Bondoso-Todo-Poderoso permite que inocentes sofram. Se é bondoso, porque deixa uma criança ou um inocente de qualquer idade sofrer? Ou não é bondoso, ou não é todo-poderoso. Mal, dor e sofrimento, são categorias que pertencem a “existência-humana-terrena”. Mesmo com o exemplo do Livro de Jó, e pensando que a dor e o sofrimento de Cristo na Cruz tornou-se no grande bem divino para beneficio da humanidade não dá para criar uma teologia-dogmática que explique o sofrimento. Não há como explicar pela lógica filosófica, ou pela lei de causa e efeito ou pelo conceito aristotélico de justiça a presença do sofrimento. Não há existência humana sem sofrimento. O sofrimento não é uma questão de justiça, não tem sua aplicação decorrente de causas humanas. O sofrimento não é matemático, não pode ser administrado, manipulado ou paralisado pelo homem. Deus fez do sofrimento uma semente que ele mesmo jogou sobre a terra, e ele brota da terra, onde caiu. Portanto enquanto estivermos com os pés na terra a semente do sofrimento pode nascer no quintal de nossas casas. Nasce da vaca louca, do espirro do porco, do resfriado da galinha, ou de experimentos em laboratórios que hora criam combinações físicas capazes de matar milhares em minutos, hora criam bactérias que causam doenças irremediáveis. Tudo isso nasce acometendo nossos filhos recém nascidos, nossos jovens na flor da idade ou nossos velhos na lucidez da vida. Assim como no processo natural a semente brota da terra, porque a terra produz. A terra produz o sofrimento que Deus plantou para nascer no transcurso do existir humano, sem que Ele mesmo fique todos os dias escolhendo a quem, como e porque o sofrimento virá. Não há uma seleção para aplicação conforme o merecimento ou não do sofrer. Como quem diz: “mal-sofre, mal-não-sofre”. O sofrimento não é uma “normal”, que estabelece, de 0 a 7 anos não pode sofrer, mas daí em diante, porque já adquiriu consciência de “bem e mal”, pode sofrer, porque ai haverá uma explicação lógica-teo-lógica para o sofrimento. Não dá para culpar ou questionar Deus porque crianças sofrem, ou porque um jovem-bom-pai, ou uma donzela sofreram o mal, sem aparente causa. Simplesmente porque o sofrimento e o mal são produto da terra onde se vive o existir humano. Da mesma terra onde tiramos o pão como suor do nosso rosto, colhemos o sofrimento que foi plantado por causa de nossa grande arrogância. Então o sofrimento é o freio de Deus para humanidade, não apenas para os pais, não apenas para os filhos, não apenas para os velhos ou para quem viveu meses, mas para a humanidade em todas as etapas do existir.

 

Rogério Barros

Pastor



Escrito por Pr. Rogério Barros às 18h22
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