Pastor Rogério Barros - Reflexões de Vida


Crise na Ásia

Deixo aqui a minha preocupação com os recentes testes núcleares e lançamentos de foguetes por parte da Corea do Norte. É ameçadora a indiferença do regime Nortecoreano, a todas as sanções do Conselho de Segurança da ONU. Uma iminente guerra naquela região é provável. Resta-nos pedir a Deus, que tenha misericórdia do povo que vive sob o regime comunista daquele país.

Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 23h05
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Igualdade Desigual

Na ultima 13 de Maio, comemorou-se o dia da Abolição da Escravatura. Hoje decidi escrever sobre a política de igualdade racial que vem sendo discutida no congresso nacional. O tal estatuto da Igualdade Racial, uma lei que se propõe a corrigir a atrocidade da escravidão no Brasil, torna obrigatória a identificação dos estudantes de acordo com a raça no censo escolar. Pacientes atendidos pelo sistema único de saúde também terão de se auto-definir de acordo com a cor da pele. O estatuto prevê ainda a criação de cotas para negros nas universidades, no serviço público, em empresas privadas e nos partidos políticos. A contradição já vem no nome, Igualdade Racial que separa, que dividi e com isso promove a desigualdade. Hoje assisti em um telejornal, a formatura de uma turma de Administradores na Faculdade Zumbi dos Palmares em São Paulo. Todos os negros, recém formados, já estavam empregados em bancos e empresas do mercado financeiro em cargos de chefia e gerência. Eu tenho certeza que muitos índios, pardos, amarelos e até brancos que assistiram o telejornal, desejaram “hoje”, serem negros. Um erro histórico, não pode ser corrigido com outro erro histórico. A injustiça do passado não pode se repetir novamente. O nosso país, não é de negros e brancos, é de uma mistura tão grande que é difícil separar esse povo pela cor da pele, pelas origens genéticas. Minha mãe é descendente de portugueses e meu pai caboclo amazonense, meio índio, meio negro, meio oriental. O que eu sou? Branco? Mulato? Negro? Índio? Pelo jeito tem muito gente que vai ficar perdido nessa de definir qual a sua raça. Na era de Barack Obama, é covardia deixar os branquinhos, amarelinhos e indizinhos sem um estatuto também. Acho que até que em São Paulo deveria ter o estatuto do Baiano e aqui no Rio de Janeiro o Estatuto do Paraíba. Criar uma cota para os baianos e paraíbas não irem direto para a construção civil ou para os sub-empregos nesses grande centros. Por outro lado, eu não gostaria de chegar em qualquer lugar, empresa e serviço público e reivindicar meu “direito de negro”, ou meu “direito-de-ser-diferenciado-pela-cor”. Eu me sentiria mal, em passar a frente de outros, não por minha capacidade, mas pela cor da minha pele. Eu não gostaria de ser discriminado dessa forma. Hoje deveríamos caminhar não para a institucionalização da discriminação. O caminho da civilidade é não discriminar nem para prejudicar, nem para beneficiar, quem quer que seja. Os rumos de uma sociedade justa e igualitária passa pela superação dessas questões de cor e origens, de regionalismos e bairrismos. Martin Luther King tinha o sonho da igualdade, não das cotas para os negros, não da discriminação para beneficiar uma raça historicamente perseguida, mas da igualdade, da medida pelo caráter, pela capacidade e pelo simples fato de sermos filhos livres de um mesmo Pai, que não faz acepção de pessoas, mas nos torna, todos, apenas humanos. Negros, pardos, brancos, amarelos, índios, que sejamos apenas, iguais.

 

Rogério Barros

Pastor



Escrito por Pr. Rogério Barros às 21h50
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A Semente do Sofrimento

O sofrimento humano é uma pedra de tropeço na relação entre Deus e Homem no curso da história. Muitos não entendem porque o Deus-Bondoso-Todo-Poderoso permite que inocentes sofram. Se é bondoso, porque deixa uma criança ou um inocente de qualquer idade sofrer? Ou não é bondoso, ou não é todo-poderoso. Mal, dor e sofrimento, são categorias que pertencem a “existência-humana-terrena”. Mesmo com o exemplo do Livro de Jó, e pensando que a dor e o sofrimento de Cristo na Cruz tornou-se no grande bem divino para beneficio da humanidade não dá para criar uma teologia-dogmática que explique o sofrimento. Não há como explicar pela lógica filosófica, ou pela lei de causa e efeito ou pelo conceito aristotélico de justiça a presença do sofrimento. Não há existência humana sem sofrimento. O sofrimento não é uma questão de justiça, não tem sua aplicação decorrente de causas humanas. O sofrimento não é matemático, não pode ser administrado, manipulado ou paralisado pelo homem. Deus fez do sofrimento uma semente que ele mesmo jogou sobre a terra, e ele brota da terra, onde caiu. Portanto enquanto estivermos com os pés na terra a semente do sofrimento pode nascer no quintal de nossas casas. Nasce da vaca louca, do espirro do porco, do resfriado da galinha, ou de experimentos em laboratórios que hora criam combinações físicas capazes de matar milhares em minutos, hora criam bactérias que causam doenças irremediáveis. Tudo isso nasce acometendo nossos filhos recém nascidos, nossos jovens na flor da idade ou nossos velhos na lucidez da vida. Assim como no processo natural a semente brota da terra, porque a terra produz. A terra produz o sofrimento que Deus plantou para nascer no transcurso do existir humano, sem que Ele mesmo fique todos os dias escolhendo a quem, como e porque o sofrimento virá. Não há uma seleção para aplicação conforme o merecimento ou não do sofrer. Como quem diz: “mal-sofre, mal-não-sofre”. O sofrimento não é uma “normal”, que estabelece, de 0 a 7 anos não pode sofrer, mas daí em diante, porque já adquiriu consciência de “bem e mal”, pode sofrer, porque ai haverá uma explicação lógica-teo-lógica para o sofrimento. Não dá para culpar ou questionar Deus porque crianças sofrem, ou porque um jovem-bom-pai, ou uma donzela sofreram o mal, sem aparente causa. Simplesmente porque o sofrimento e o mal são produto da terra onde se vive o existir humano. Da mesma terra onde tiramos o pão como suor do nosso rosto, colhemos o sofrimento que foi plantado por causa de nossa grande arrogância. Então o sofrimento é o freio de Deus para humanidade, não apenas para os pais, não apenas para os filhos, não apenas para os velhos ou para quem viveu meses, mas para a humanidade em todas as etapas do existir.

 

Rogério Barros

Pastor



Escrito por Pr. Rogério Barros às 18h22
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Aprendendo a viver contente!

O Apostolo Paulo disse ter aprendido viver contente em toda e qualquer situação. Quando analisamos o que ele chama de "toda-e-qualquer-situação", encontraremos todos os extremos possíveis, dor, privações, perdas, sofrimentos, abundâncias, farturas, honras e desprezos. Não são raras as vezes que encontro pessoas descontentes com as circunstâncias que estão vivendo, e olha que não estão passando por nenhuma catástrofe, nem perdas e danos significativos que possam levar quem sabe anos para uma restauração ou cura. Alguém me disse por esses dias que havia ouvido de outrem que eu estava "arrasado" com o fato de ter deixado de ser pastor titular para ser ajudante, minha reação a isso foi uma gostosa risada. Na verdade aquilo me soou como piada, visto que enquanto alguém pode estar sofrendo por mim, em razão do fato de que aos olhos de alguns o que me aconteceu não é bom, eu mesmo recebi o acontecido como provimento de Deus para as questões mais íntimas e sonhos mais imediatos que já povoavam o meu coração muito antes do acontecido, sem que eu mesmo tenha revelado qualquer um deles a quem quer que seja. Enquanto fui pastor titular o fiz contente, agora que sou ajudante o farei contente, e se vier a ser qualquer outra coisa no Reino de Deus ou na instituição onde sirvo, o serei contente. Por que eu sei em quem tenho crido, sei quem sou no reino, sei onde estou no "processo-humano" e não sei honestamente até onde irei nessa caminhada, porque não consigo mensurar o que Deus pode fazer. O que quero é continuar aprendendo a viver contente. Julgo ser esse o segredo do sucesso em tudo o que fazemos. Viva contente com o que você vive agora, isso te fará cada vez mais seguro de si, e segurança é requisito para o sucesso. Ninguém deposita ou investe em um banco falindo, ninguém acreditará ou depositará confiança em uma pessoa insegura e descontente. Contentamento é viver com a alma farta, alimentado e nutrida. E quando aprendemos que a Graça de Deus é o maná que alimenta a alma e dá a ela contentamento, então nada mais nesse mundo serve para ser motivo de contentamento, para que a alma não corra o risco de estar descontente com o que quer que nos falte, pois, não faltando a Graça de Deus, e ela nos basta, em tudo viveremos contentes. Ai sim, todas as outras coisas nos serão acrescentadas, não para que sejamos contentes, mais para que possamos dizer: "tudo posso nAquele que me fortalece".

 

Rogério Barros, Pastor

Petrópolis, Dezembro de 2008



Escrito por Pr. Rogério Barros às 11h56
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Quanto? por Márcio Anderson

Consumir é a saída suicida!

 

O consumo é o sangue que corre nas veias do capitalismo. Sem consumo não há mercado, sem mercado não há capitalismo. O interessante é que o simples gesto, de atravessar a rua e comprar um refrigerante, é imprescindível nesse sistema, que se alimenta muito mais das vaidades e do ego humano, que de suas necessidades básicas e fundamentais.  Consumir é o que nos endivida, é o que nos tira o sono, é o que nos deprime é o que nos faz trabalhar como escravos. Aliás, somos escravos de quem? Do trabalho? Eu diria, não! Somos escravos do consumo! Não sabemos viver sem consumir, por mais que a roupa tenha uma durabilidade material que lhe garanta três anos de uso, só serve para uma estação, coisa de três meses. Tem um tempo útil ditado pela moda, pela tendência, que muda cores, listra e estilos inutilizando muitas peças, que estão em excelente estado esquecidas em nossos armários. Tudo só para nos fazer consumir. Enquanto somos obrigados a mudar de celular quase todo mês, e os nossos carros se tornam obsoletos por causa dos utilitários, nossos computadores trimestralmente se superam, fazendo com que um ciclo de transformação tecnológica impulsione o consumo. Somos escravos do consumo, se não consumirmos, nós mesmos seremos prejudicados, se eu não comprar não tenho emprego, se eu não comprar o aluguel aumenta, a luz aumenta, o alimento aumento, no fim das contas ou eu compro o supérfluo ou eu não tenho dinheiro para comprar o básico-subsistêncial. Portanto, em tempos de crise financeira mundial, consumir é a saída suicida para um mundo que caminha para a destruição de si próprio. Pois não havendo recursos naturais, conseqüentemente não havendo mais condições de produzir novos produtos que possam alimentar o mercado, o capitalismo morrerá e nós, ou morreremos com ele, ou reinventaremos a forma de viver, onde o planeta não será explorado, mas curtido e aproveitado, como casa segura e quintal onde plantaremos, colheremos e comeremos, sem precisar compra, especular e destruir.

 

Rogério Barros

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 18h35
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tempo che non hai pietà..ridi di noi soli e imperfetti affezionati ai nostri oggetti.. por *estella*

O obstáculo do imediatismo

 

“Não vos importa saber tempos ou épocas...

                                                              Jesus Cristo

 

Os discípulos de Jesus, após ouvirem uma das mais importantes promessas do mestre, expressaram imediata preocupação com o tempo. Jesus falara sobre a promessa do Espírito Santo que viria a ser quem garantiria o êxito em todos os atos dos apóstolos. Diante das palavras de Jesus, eles perguntaram, sobre quando o reino de Israel seria restaurado. Além de terem assimilado que a vinda de Jesus seria para a restauração do reino político, entenderam agora que se Jesus estava prometendo a vinda do Espírito Santo, então não seria ele em pessoa, quem restauraria esse reino. Então perguntaram, será esse o tempo? Jesus responde; não vos compete saber tempos! Nossa preocupação com o tempo é inerente a temporalidade da existência. Queremos saber, quanto “tempo” temos, quando será, se vai demorar. Nos dias atuais, a coisa complica ainda mais, cada dia mais sem tempo, cada vez mais dependente do relógio passamos a viver atentos ao tempo e esperando que ele nos dê uma trégua. Em tempos assim, tudo o que for muito rápido, imediato é valorizadíssimo, internet rápida, computador rápido, banco rápido, carro rápido, atendimento no comércio rápido, comida rápida, tudo o que é rápido é valorizado. Isso gera em nós uma fome pelo imediatismo. Queremos tudo o mais rápido possível. Há um tempo vi um anuncio em São Paulo que prometida, “conclua o primeiro e segundo graus em duas semanas!”. Ai eu pensei - Meu Deus! Passei dez anos pra isso acontecer comigo. Esse imediatismo é um grande obstáculo para se obter grandes conquistas. As pessoas passaram a querer tudo em curto prazo, ninguém faz planos para quatro, cinco, dez anos. O grande número de estudantes que não concluem os cursos que iniciaram, são vítimas tempo. Ou é agora ou nunca. Muitas vezes, se tem a promessa, se tem os pressupostos básicos para alcançar a vitória, a concretização da promessa, mas como não se sabe quando, o desanimo faz desistir. O que Jesus disse aos discípulos em outras palavras foi, não se preocupem com o tempo, façam a parte de vocês no processo, acreditem na promessa e trabalhem com base nela. Hoje é o tempo. Apenas hoje é o tempo, não amanhã, hoje é o dia, o dia de fazer, o dia de acreditar na conquista, o dia de esquecer se será amanhã ou depois, o dia de saber que fazer e viver só são possíveis hoje, porque amanhã é o dia que o Pai reservou para a sua própria autoridade, decidindo sobre ele o que Ele quiser decidir. O que ele nos deu foi o hoje, que deve vencer o imediatismo, que deve nos fazer sentir o prazer pelo que estamos fazendo agora, não importa os resultados que veremos, o que não podemos é viver sem fazer nada, só por não sabermos “quando”!

 

Rogério Barros

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 12h11
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Acreditar?

 

Acreditar é um risco que temos a obrigação de correr! Eu não tenho dúvidas de que a boa fé e o principio da confiança prévia deve nortear nossas relações. É inegável que a decepção de acreditarmos, em pessoas que ao cabo de seus interesses, simplesmente viram as costas para nós é dolorosa. Mas, é preciso continuar caminhando, continuar acreditando, continuar tentando construir relações duradouras que visem à concretização de sonhos, sejam pessoais ou coletivos. As supostas perdas que sofremos com as decepções, não são perdas, visto que nunca houve ganho, havia antes uma expectativa, apenas isso. O que seria de nós se não recebêssemos dos outros um voto de confiança? Por isso sempre temos que dar aos outros um voto de confiança. Seja uma decepção recente, seja uma grande e antiga decepção, jamais poderemos perder nossos sonhos e nosso prazer na vida por causa de qualquer decepção. Quando decepcionamos alguém, ficamos em dívida com essa pessoa, quando alguém nos decepciona essa pessoa fica em divida conosco. Se há muita gente te devendo, risque, apague, rasque a divida que elas têm com você, assim você será mais livre, mais nobre e mais rico, pois quem se livra de decepções se livra da pobreza, da mediocridade e da estagnação. Acredite sempre, mais sempre saiba não ser vitima das decepções!

Um grande abraço,

 

Rogério Barros

Pastor



Escrito por Pr. Rogério Barros às 23h19
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Participe do Processo

É natural que a maioria das pessoas fiquem alheias as questões mais importantes da coletividade. Na escola, no trabalho, na igreja ou na sociedade, são poucos os que interferem no processo, outros participam das interferências e a maioria observa o processo acontecer. Talvez essa seja a grande causa da alienação que permite absurdos de toda ordem acontecerem na sociedade. Quem não participa do processo, nunca irá interferir no mesmo, nunca dará uma contribuição, nunca colocará se quer um tijolo na construção da sociedade. Não perca a oportunidade, não deixa que os outros decidam por você, não coloque os seus direitos nas mãos de quem saberá aproveitar muito bem cada um deles. Seja um ativista das causas que te afetam diretamente, seja na escola, no trabalho, na igreja ou na sua cidade, interfira, faça sua opinião ser ouvida, tenha opinião, busque o dialogo, não aceite o desconhecimento, muito menos não permita que alguém use você como degrau para chegar a objetivos espúrios. Não deixe todas as decisões nas mãos do seu cônjuge, diga a seu patrão a sua opinião, deixe claro para quem te pede voto que você quer ouvir propostas, participe do processo, assim você será protagonista de sua história, isso te garantirá dignidade, respeito e principalmente, com isso você vai eliminar muitos falsos mestres, lobos vestidos de ovelhas e ladrões que querem roubar valores imprescindíveis à felicidade.

 

Pr. Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 20h42
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Os perfumes

 

Hoje fui ao Boticário e senti a fragrância de três perfumes que usei em fases diferentes da minha vida. Lembrei-me de roupas, pessoas, lugares e sentimentos. Tudo como um relâmpago que rasgou o passado e me fez ver algumas das cenas mais tristes e felizes da minha vida até aqui. Foi ai que percebi que não há perfume que me faça lembrar minha infância e adolescência. Constatei que de fato não havia perfumes, nem Alfazema, nem Avon, muito menos Boticário, eu não usei perfume na minha infância, nem em boa parte de minha adolescência. Ai lembrei-me de um cheiro que é mais gostoso que todos esses perfumes, o cheiro de peixe recém pescado. Esse é o cheiro de minha infância e de boa parte de minha adolescência, é o cheiro com que meu pai chegava da feira-livre, onde trabalhava vendendo peixe, era o cheiro da sacola que ele carregava suas amoladas facas, aliás que não deixava a gente usar para cortar nada. Lembre que as vezes quando vou a algum lugar onde se vende peixe, fico cheirando bem de perto, as pessoas acham que sou maluco, mas fico ali cheirando os peixes. Ninguém sabe que aquele cheiro me leva a estar perto do meu pai, me faz lembrar com enorme força os dias em que ele me levava para ajudá-lo a vender os peixes na feira. Eu ajudava a abrir os sacos, para que ele colocasse os peixes dentro, as vezes eu ajudava a limpar algum peixe ou quando eles estavam muito no fundo do frízer e ele não alcançava eu entrava lá dentro e pegava o danado. Tucunaré, Jaraqui, Jatuarana, Sardinha, Piau, Pacú, Branquinha, Dorado, Filhote, Tambaqui, Pirapitinga, Cará, Bodó e muitas outras delícias das águas amazonenses fornecem as fragrâncias mais gostosas de minha vida. Meu pai não me dava dinheiro vivo quando eu ia ajudar ele, na hora da xepa, quando ele via que os fregueses já havia rumado para suas casas, ele fazia uns montinhos de peixes, aqueles mais ruizinhos e me dizia: “Vende ai,  o que tu vender é teu!”. Ai eu começava a gritar o preço das minhas promoções e o valor da oferta. Perfumes e cheiros, lembranças e heranças, histórias e saudades, viver é isso.

 

Pr. Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 20h31
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Permane-SER...

 

Rui Barbosa concluiu que “de tantos ver crescer as injustiças”, o homem desiste de ser honesto. Sua leitura é precisa, exata e coerente. Não passa de um retrato de realidades. A honestidade, a bondade, a justiça, a verdade, o caráter e muitos outros princípios esforçadamente ensinados por pais preocupados com a educação de seus filhos, são colocados em plano inferior diante do terrível número de maus exemplos. O apostolo Paulo, ensina seu filho na fé Timóteo, acerca do caráter de Deus, e diz: “se somos infiéis, Ele permanece Fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a Si mesmo”. Em outras palavras, ele está dizendo a Timóteo, seja como Deus, se todo mundo mentir, você deve permanecer verdadeiro, se todo mundo roubar continue honesto, se todos blasfemarem contra Deus e dele se desviarem continue firme e constante. Não permitas que o mal dos outros tire o bem o que está em ti. Não deixe que o mal exemplo, o mal procedimento de homens cuja caráter é falho influencie você. Deus permanece fiel, porque não pode negar-se a Si mesmo, portanto, não negue o que você aprendeu de verdadeiro, de justo e de tudo o que produz vida, bem e paz.

 

Pr. Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 22h30
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Escrito por Pr. Rogério Barros às 17h12
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Sessão secreta, morte pública!

A Lei do voto secreto foi uma idéia de Getúlio Vargas. Na altura ele pensava em proteger os eleitores e até o parlamento da tirania dos coronéis. Os coronéis se foram e o voto secreto permanece. Ele deixou de proteger os simples diante da tirania dos poderosos e agora protege os poderosos, nas suas tiranias, que tiraram a roupagem da brutalidade, da tocaia e da carabina e se contextualizaram na figura do espólio, da propina e de toda sorte de corrupção que se quer podemos imaginar. O voto secreto favorece apenas os poderosos, para que fique em secreto também a conivência, daqueles que roubam e que deixam roubar. O voto secreto protege o roubo, a mentira e as negociações para que não se faça justiça. Assim como o roubo deve ser em secreto, às escuras, de modo escondido, sem que o dono saiba que está sendo lesado, o povo dono do mandato desses políticos foi roubado na sua dignidade de modo oculto. Para piorar o crime constitucional do voto secreto, com ele veio a sessão secreta, quase uma Ku Klux Klan, na verdade esta ai o princípio da proteção aos poderosos novamente sendo garantido. Ali, trancados, protegidos e vigiados, sem filmagem, sem som e sem transmissão estavam os poderosos, protegidos no sigilo, para que se protegesse o “direito” ao roubo, ao espólio e a corrupção. A sessão foi secreta, o voto foi secreto e ficou garantido a proteção aos poderosos promovida por seus pares. Na realidade a sessão foi secreta e o voto também, mas a mensagem que ficou foi pública e ecoou nos quatro cantos do país, tal mensagem é que a impunidade é certa, roubar vale à pena, honestidade é coisa do passado, preso só ladrão de galinha, punição só para pobre mesmo. Depois dessa sessão ficou difícil para os pais ensinarem seus filhos que não se deve roubar. A sessão foi secreta, os discursos também, mas a morte da honestidade, a morte dos princípios éticos e morais foi pública e percorre toda nação. A sessão foi secreta, mas a mensagem que dela ficou é terrível, é desmoralizante e corrobora com clareza as palavras de Rui Barbosa: “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se das virtudes, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

 

Pr. Rogério Barros

 

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 17h05
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O que Montesquieu não sabia!

Ninguém descobriu um esquema que satisfaça os anseios republicanos do estado democrático de direito, que concorra com a divisão de poderes, pensado pelo filosofo francês Montesquieu. Executivo, Legislativo e Judiciário, independentes e harmônicos, o fortalecimento dos contras-poderes e o atrelamento entre os mesmos, garantiriam as vistas do filosofo a sustentação do estado democrático de direito. O que Montesquieu não sabia era que esse princípio seria adotado em nações como a Venezuela de Hugo Chaves, o Equador de Rafael Corrêa e o Brasil de Lula. Vê o que se passa nestas nações é atestar que o ideário do filosofo se desfez em fisiologismos, demagogias, tiranias maquiadas e vendas de sentenças. O que Montesquieu não sabia era que o executivo de Lula e Chaves desejariam estabelecer o princípio da reeleição por quantas vezes fosse possível, acabando com a alternância do poder. O que ele não sabia era que o legislativo seria subjugado pelo mensalão, pelos DAS´s, pelo aparelhamento do poder público através do loteamento de ministérios, secretarias e cargos comissionados. O que Montesquieu não sabia era que o judiciário não seria capaz de condenar e prender políticos com crimes atestados e que levaram perda de seus mandatos como a história mesmo testemunha. O que ele não sabia era que o executivo subjugaria o legislativo através de medidas provisórias sem nenhum critério, usurpando o papel legislativo, nem que o Poder Legislativo tomaria para sim funções judiciárias através das CPIs e muito menos que as súmulas vinculativas e as jurisprudências seriam nada mais que o judiciário legislando. Os poderes estão em crise, estão confusos. A divisão dos poderes é um fracasso necessário e insubstituível, e para mim é a prova cabal de que não há sistema humano que promova de fato a justiça e o direito.

 

Pr. Rogério Barros

 



Escrito por Pr. Rogério Barros às 21h19
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Desafiando Gigantes

Desafiando Gigantes é de longe o filme que mais me fez chorar, lágrimas que eu enxugava depois de uma cena e elas voltavam a cair na cena seguinte. O filme é como a vida, simples e possível. Ocupa agora o topo da lista dos filmes que mais me edificaram, talvez porque me vi um pouco nele. Vi as vezes que fui desacreditado, vi as vezes que alguém disse que eu era dispensável, que eu não ia dar pra nada na vida, vi muitos olhares que me faziam sentir o desprezo e o desdém. Vi as vezes que Deus fez de minha fraqueza força, vi as muitas vezes que Deus me provou que não há lugar que ele não possa me levar, que não há sonho que ele não possa realizar. Esse filme é um presente de Deus para você que vem sendo desacreditado em casa, que vem provando derrotas na vida profissional, que desconhece o sabor da vitória. O filme é possível, digo isso por que Deus pode fazer com você exatamente aquilo que Ele tem feito na minha vida. Nos últimos dois anos tenho visto alguns gigantes caírem diante de mim. E creio que alguns ainda maiores hão de cair. Basta você confiar nEle, basta você dizer “Ele é minha força, meu escudo, minha cidade forte...”. Ninguém desacredite você, ninguém te despreze, ninguém te tenha por incapaz, ninguém tente tirar você de campo, ninguém mate o seu sonho, ninguém te reprove, ninguém faça de você um fraco, TENHA DEUS COM VOCÊ, Ele é o seu treinador, ele vai tirar de você o máximo de seu potencial e quando você não tiver mais forças Ele te fortalecerá e você subirá com asas como águia. Contabilize as derrotas do passado, elas serão esquecidas diante das vitórias que você há de ter com Deus ao seu lado. Não há nada que Deus não possa fazer, não há quadro que ele não possa mudar, não há batalha que ele não possa vencer. Ele ta agindo, ninguém pode impedir... Se Ele determinar, os gigantes cairão diante de você, você será uma muralha intransponível.

 

Deus está comigo!!!



Escrito por Pr. Rogério Barros às 15h53
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 E os 12? Onde estão....?

O desmoronar do sistema que teve a pretensão de reescrever a história da Igreja no Brasil, traz consigo algumas coisas que não podem deixar de ecoar por onde for possível. Via-se uma incoerência profunda naquela suposto salvador-da-pátria, doze que davam satisfação de suas vidas para um líder, mas não havia a encarnação de Jesus para encerrar aquela pirâmide. Emana daí o fato de um ter se intitulado apostolo, depois paipostolo e se esse sistema num tive ruído, quem sabe deuspóstolo. E se o modelo é conforme a história e vida de Jesus, então entre os doze deve estar o traidor. Além disso, aquela suposta grande descoberta, dois mil e poucos anos depois ascensão de Cristo, portanto dois milênios de equivoco da igreja, era na realidade brasileira, que sofre de crises institucionais, que atingiram sobretudo as igrejas, um aplacar de uma crise de consciência daqueles que saíram de suas igrejas para fundar seus próprios ministérios. Detalhe este fundamental em todo esse processo, visto que quem se sentia sozinho, achou um porto seguro na figura do chefe-de-doze, e um incentivo em ter abaixo de si outros doze. A lua-de-mel, a vislumbração, e o encanto só foram enquanto não havia ingerência em questões administrativas, ou no direcionamento das placas, quando a coisa tentou passar para esse campo, o paipostolo brasileiro, disse que o colombiano saiu da visão, fazendo exatamente tudo o que ele pregava enfaticamente contra. Aquele espírito de insubmissão, de desobediência, de falta de um coração ensinável, e tantos outros adjetivos lhe dominou o coração. Isso obviamente ecoou Brasil à fora, e assim começou uma onde de liberações. Fulano que “libera”, os doze que estão abaixo de si, como se ele pudesse de fato reter alguém. Além de igrejas que foram tiradas do sistema, porque alguns membros importantes, economicamente comprometidos, não conseguiam multiplicar. Em fim, mais uma prova de que não adianta tentar descobrir a pólvora, a igreja não precisa de nenhum sistema mirabolante para crescer ou ser a igreja de Cristo. O que ela precisa Cristo já deu sua palavra de que as portas do inferno jamais vão prevalecer contra ela. E, portanto não há método melhor que o sangue de Jesus, a pregação pura e simples do evangelho e o viver autêntico de crentes que nada querem além da simplicidade do evangelho.

Até o próximo,

Pr. Rogério Barros



Escrito por Pr. Rogério Barros às 10h34
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